Esta informação foi prestada pela ministra das Pescas, Victória de Barros Neto, nesta terça-feira, 19, em Luanda, durante a cerimónia de lançamento da "Feira Internacional das Pescas e da Aquicultura de Angola", que se realizará nas instalações da Feira Internacional de Luanda (FIL), de 26 a 29 de Novembro próximo, os oceanos devem ser explorados de forma científica, com vista a aproveitar-se os recursos que eles dispõem para a pesca, exploração energética, do turismo, do transporte e de outras áreas.
Salientou que a riqueza em recursos aquáticos naturais, a sua potencialidade para o desenvolvimento da aquicultura, a formação do capital humano, a criatividade e a inovação podem servir de base para uma actividade económica rentável, capaz de contribuir para a criação da riqueza nacional.
Considerou o sector das pescas como responsável pela captura de inúmeros recursos, através da pesca industrial, semi-industrial e artesanal e ao mesmo tempo é responsável pelo desenvolvimento da aquicultura, que pode ser praticada no mar e em águas interiores, pela produção do sal e por todas as actividades que com ela está relacionada.
A titular das pescas afirmou também que o seu departamento ministerial tem prestado uma especial atenção à pesca artesanal, industrial e semi-industrial, por serem grandes fontes de matéria-prima para o sector de transformação e para a criação de oportunidades de emprego, combatendo assim a pobreza.
"O desenvolvimento da aquicultura está entre as prioridades do sector e desperta um grande interesse dos investidores privados e das comunidades", disse a governante, acrescentando que os países são chamados a dedicar um maior esforço para o desenvolvimento da economia azul.
A ministra considerou a economia azul uma referência mundial que consta das agendas de desenvolvimento de vários países que vêem nos oceanos uma ferramenta importante para o desenvolvimento do planeta de forma sustentável.
Angop